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13.12.05
Férias.
Esperei tanto por elas por quê? São dias e dias regidos pelo mais puro e mórbido tédio.
Minhas manhãs inexistem, praticamente. Porque eu gosto de dormir. Na verdade, se gostasse tanto assim, ia pra cama mais cedo e não teria olheiras no dia seguinte. Mas eu gosto é de dormir a hora que eu quero e acordar quando já dormi o meu suficiente.
A melhor hora do dia deveria ser a tarde. Vida de provisoriamente desocupado é ótima, quando o ócio é criativo.
Não tenho saído de casa e até poderia aproveitaria esse espaço para dizer mais algumas besteiras sobre mim mesmo e a vida.
Mas foda-se. É tolice.
Achei que não fosse cansar de viver no meu mundo. Reclamar é útil, principalmente sobre coisas realmente importantes.
Muito mais do que "Oh, que tédio que estou sentindo agora".
Foda-se o meu tédio e o que sinto.
Como poderia eu saber se o que acho que sinto é mais que apenas pensamento?
Minhas reclamações não passam de pseudo dramas de um adolescente já frustrado.
A vida é muito mais que isso.
por Fred - 11:38 PM -
4.12.05
Um dia eu quis escrever um livro.
Como a maioria que se acha capaz de ser escritor, pensei no início de uma historinha adolescente que seria, com certeza, clichê.
Clichê... será que alguma coisa no mundo ainda não foi invetada?
Passei um tempo imaginando histórias inacreditáveis que eu nunca tinha ouvido falar... cheguei até a cogitar algumas mas pensei bem e a conclusão que tive foi de que não tenho vontade de escrever um romance!
Já me falaram que um dia escreverei um livro. Acabam de me dizer que escrevo como um velho (lê-se: alguém que tem cultura).
Não discordo disso... comecei a escrever almejando escrever bem, confesso - no dia dezoito de julho de dois mil e quatro. De lá pra cá, talvez porque tivesse levado o blog a sério demais, inegavelmente (até mesmo para mim, modesto em excesso) escrevo melhor. Na realidade, dedicar-se à isso foi incrível, e ver resultado, gratificante. Parece pretensão dizer isso mas quando se é adolescente existe uma grande diferença entre os quatorze e os quinze anos, principalmente no quesito maturidade.
Atestavam que eu era maduro aos catorze, mas isso, lógico, é relativo.
Pensando no livro, talvez eu devesse escrever sobre coisas cotidianas, divagando sobre elas... as coisas que me cercam. Clichê, também? Ah, não fode.
por Fred - 11:32 PM -
25.11.05
Andei olhando os arquivos do meu outro blog. Esse negócio de ter mais de um blog é interessante, mas quando estes têm perfis distintos. Coisa que não acontece lá e aqui.
São iguais, ou quem sabe, esse é mais tolo.
Porque o que percebi foi que antigamente eu tinha algo para divagar toda semana. Era só ter um momento propício e... nossa, como a vida muda!
Você, as pessoas, o que você faz no seu dia e como divide seu tempo - tudo isso em questão de dias pode mudar radicalmente.
Lembrei de como eu era bobo no ano passado. E essa coisa de escrever pra blog era simplesmente desabafo, reflexões sobre minha vida mesmo - coisas fúteis, a depender do ponto de vista. Era útil pra mim falar dos meus problemas e ler os comentários dos amigos.
Amigos... se eu fizesse um post falando tudo que tenho sentido nesses tempos, estes nem apareceriam aqui. Naquela época, eles visitavam meu blog. Naquela época, nada era estranho, apenas eu. Talvez hoje eu seja muito mais autêntico que naquela época. Eu era mais fraco ainda e tinha uma auto-estima baixa. Sem contar que adorava escrever e achava que conseguiria progredir escrevendo num blog montes de baboseiras.
Mas pra quê falar do que sente? Aqui tentarei não mais fazer isso.
Eu mudei também, e estou em constante mudança. E é engraçado o que me passou pela cabeça agora... será que o que eu acho que estou sentindo é o que eu sinto realmente?
Revisitando os posts antigos, tentei lembrar dos meus dilemas existencias. Eram sérios, mas, pensando no que eu sentia, eu me enganava muitas vezes escrevendo inúmeras besteiras que rendiam comentários sentimentalóides que me faziam ter vergonha daquilo que tinha escrito.
Sou complexo, não adianta. Entro em constante contradição. Agora mesmo, estou numa. Decidi há um tempo atrás deixar o passado enterrado e bem sepultado. E cá estou preso em lembranças... Preso em destroços de presente (andei lendo Manuel Bandeira demais...).
Curioso é que tenho a consciência de que aquele tempo não foi tão bom quanto esse, em muitos aspectos. Devo é saber lidar com a constante mudança das coisas, das pessoas e de mim mesmo. Essa é a vida...
por Fred - 12:22 AM -
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